A Educação Moderna
domingo, 30 de dezembro de 2007
Reflexões - Conclusão
a cultura da aprendizagem;
a importância de a escola desenvolver novas metodologias para o ensino das disciplinas como a matemática! ( “outras coisas” como lhe chama Papert);
a importância da aprendizagem no meio familiar e do papel positivo que o computador poderá ter no modo de vida familiar em equilíbrio com outras actividades! A frase final do livro “tenha a coragem necessária para observar, interpretar…e confie no seu bom senso para saber o que fazer”constitui uma mensagem excelente para todos nós que estamos no papel de educadores reflectirmos para a construção da mudança.
Reflexões Capitulo 8 - O Futuro

sábado, 29 de dezembro de 2007
Reflexões Capítulo 7 - A Escola
Vivemos uma época de rápido desenvolvimento das tecnologias informáticas, com o acesso a redes globais de computadores, ao correio electrónico, a bases de dados, a bibliotecas virtuais, a CD-ROMs, e a uma enorme oferta de software, etc. Esse progresso está a provocar mudanças enormes na organização da nossa vida e do nosso trabalho e nesse sentido, a adaptação é indispensável. Mas os maiores desafios não são de natureza tecnológica, mas de natureza social, cultural e económica.
Fala-se com frequência, dos benefícios do uso de computadores nas escolas: como auxiliares dos docentes na preparação das aulas, como ajuda a um estudo individualizado de cada aluno) e defende-se cada vez mais o uso das tecnologias em educação, que as mesmas potenciam a aprendizagem, facilitam o desenrolar de actividades e a concretização de objectivos, estimulam os alunos, fomentam a autonomia e criatividade, mas na generalidade das escolas portuguesas isto está longe de ser uma realidade.
Um grande factor de resistência ao processo de inovação baseado no computador é a falta de conhecimentos dos educadores, isto tanto se aplica a professores como a pais, sobre as novas tecnologias e as suas capacidades. A aplicação prática dos conhecimentos tecnológicos pode também ser um factor de resistência. O professor pode ter os conhecimentos mas não sabe como os pode e deve aplicar em situações concretas na sala de aula. O problema da falta de recursos para a aplicação prática é óbvia. Podemos ter educadores com os conhecimentos, e com as ideias sobre a sua aplicação, mas se não existirem as máquinas e o software adequado pouco ou nada se pode fazer.
Por outro lado, a aprendizagem adquirida nas escolas representa uma parcela cada vez menor da aprendizagem que se adquire no dia-a-dia. Há já muitos anos que alguns pais colocam os seus em estabelecimentos onde garantem a sua aprendizagem num conjunto de áreas como a informática, auxiliando as aprendizagens e substituido o papel que a escola deveria ter.
A grande desafio desta era da fluência tecnologica é o de preparar os professores para usarem as tecnologias da informação nas suas disciplinas,o de adequar as escolas de equipamentos necessários e de aproximar os pais à escola, pois sem cada uma destas peças estar completa e activa não se conseguirá o desenvolvimento continuo da dita cultura da aprendizagem, permanentemente renovada.
sábado, 22 de dezembro de 2007
Reflexões Capítulo 6 - Projectos
Inspirada por este conceito da fluência computacional que está ao nosso alcance tentei elaborar uma lista com 30 coisas que eu tenha realizado no meu computador recententemente e o resultado foi muito limitado, apenas consegui identificar 10 coisas:
1-Fiz pesquisas na Internet;
2-Actualizei o Blog;
3-Participei numa Aula virtual via Messenger;
4-Ajudei a minha filha em pesquisas para um trabalho;
5-Ajudei o meu filho a usar o Paint;
6-Aprendi a trabalhar com o Flickr;
7-Recebi e enviei uma quantidade enorme de mails em contexto profissional;
8-Fiz várias apresentações em Power Point;
9-Trabalhei em diversos ficheiros em Excell;
10- Interagi no Messenger.
Posso com este resultado, concluir que devo seguir os conselhos apresentados neste capitulo e assim aumentar a minha fluência computacional e tecnologica!
sábado, 8 de dezembro de 2007
Reflexões Capitulo 5 - A Família

sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Reflexão Capitulo 4 – Valores

Os valores éticos, espirituais e religiosos levantam um conjunto de questões que necessitam claramente de reflexão quando falamos de educação e este capitulo claramente que direcciona a reflexão para esse caminho, reforçando a ideia clara e inequívoca que aquilo que as crianças aprendem devem ter significado - Ensinamos o quê? E Porquê?
“Nos dias de hoje a aprendizagem familiar deve preservar um conjunto de valores relacionados com as aprendizagens”, estou totalmente de acordo que os valores da integridade, honestidade e da verdade devem ser ensinados e preservados no seio familiar, não competindo apenas aos professores essa tarefa, que julgo ser da competências dos Pais, não exclusiva, mas quase! O Exemplo que Papert apresenta sobre o jogo de xadrez, vivo no dia a dia na minha casa assistindo conversas (confesso que chegam a discussões!) entre o meu marido e o meu filho de 9 anos, o João Pedro, que como qualquer criança desta idade, gosta de jogar e detesta perder. Gostam os dois de jogar xadrez e como é natural a maioria das vezes o Pai é que vence o jogo e a reacção do João, passa por ou fazer batota ou chorar, visto que as vitórias não fazem parte do seu palmarés. O correcto é o Pai deixar ganhar o filho, para a criança não chorar, para se sentir bem e vitorioso, mas com isso enganando-o (confesso que isso acontece), mas também acontece que o Pai vence e explica ao filho o significado de palavras como “fair play”, “desportivismo” e o resultado qual é? O meu filho não quer saber nada destes conceitos, preferindo ganhar e sempre.
Qual é então o nosso papel nesta vertente de educação dos valores? Confesso que educar é a tarefa mais laboriosa e desafiante que encontro na vida, varinhas mágicas não existem! (leituras do Daniel Sampaio? ajudam, Javier Urra? também ajuda – mas não tem um checklists com fórmulas mágicas para cada situação!). Sabemos que o engano faz parte do processo educativo, apesar de sabermos que é feio mentir! E que mentimos muitas vezes para fazer felizes as nossas crianças, sabendo os riscos! E sabemos que não estamos a educar nos princípios dos valores identificados como essenciais ao seu crescimento.
Os caminhos da aprendizagens, o conflito em ensinar correctamente, corrigindo a criança ou então deixando-as pensar livremente devem constituir as pedras das calçadas que percorremos neste longo processo educativo que hoje em dia tem o apoio de uma dupla: Computador e Internet o baby-siting dos tempos modernos! Que apresentam um conjunto de benefícios, mas sinceramente me confesso - tenho algum receio de dar liberdade aos meus filhos neste tema ( as minhas iniciações no messenger e HI5 começaram com a minha filha), tornando-me numa amiga da rede, afim de poder “olhar atentamente” em redor do seu mundo virtual!
domingo, 4 de novembro de 2007
Reflexão Capítulo 3 – Aprendizagem
Construtivismo é uma das correntes teóricas empenhadas em explicar como a inteligência humana se desenvolve partindo do princípio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas acções mútuas entre o indivíduo e o meio.
A ideia é que o homem não nasce inteligente, mas também não é passivo sob a influência do meio, isto é, ele responde aos estímulos externos agindo sobre eles para construir e organizar o seu próprio conhecimento, de forma cada vez mais elaborada. Entre os estudiosos desta corrente destaca-se Piaget, que popularizou a divisa: “ Compreender é Inventar”, como papert afirma: “ o papel do professor é criar as condições para a invenção, em lugar de fornecer conhecimentos já consolidados”, será que é assim?
Nesse capítulo cujo a tónica é a aprendizagem, devemos reflectir como se caracteriza a aprendizagem actual das nossas crianças e jovens que dominam as novas tecnologias, Computadores, Internet, telemóveis 3G, mas que continuam a por a matemática no último lugar nas médias dos exames do secundário no nosso país. Matemática e tecnologias! De que forma é que computadores auxiliam nesta missão? Estes devem auxiliar os educadores, professores e pais na missão tão difícil que é educar e formar, mas de que forma?
Ensinamos, mas não sabemos claramente por que ensinamos; o aluno quer aprender, mas não sabe bem para quê. Ensinar por ensinar, aprender por aprender parecem ser propostas, pedagogicamente, inconsistentes”. Aprender a fazer...Aprender a conviver... e Aprender a ser... , já é um bom começo para “se chegar” a uma boa aprendizagem. Necessitamos que a aprendizagem das nossas crianças independentemente de ser de cariz tradicional, escolar, ou auto-controlada, seja de acordo com princípios e com sentido, e os computadores e deverão constituir uma ferramenta de apoio, mas não o fim último!
domingo, 21 de outubro de 2007
Reflexão Capitulo 2 – Gerações
O inicio do capítulo levanta de imediato a dúvida do futuro da era digital e das suas implicações, sobretudo, na educação das crianças e dos jovens. Na perspectiva dos ciberutópicos, a revolução digital proporciona uma vida melhor; na perspectiva dos cibercríticos, os perigos são vastos. Mas de acordo com a visão do autor, existem um conjunto de mudanças que podem ocorrer, desde que as pessoas aprendam melhores formas de pensar e de fazer, e isso aplica-se as gerações futuras e na qual o papel dos pais e dos educadores é fundamental. Os computadores, as tecnologias são um meio para melhorar as aprendizagens das crianças e dos jovens, conferindo aos pais como educadores de uma futura geração, a definição e concretização do processo de aprendizagem dos seus filhos.
Podemos aplicar as tecnologias na aprendizagem de temas tão diferentes como Ciências da Natureza ou gramática, desde que, contribuindo para a grande descoberta do significado de uma aprendizagem. Este processo diferencia o valor que é retirado da aprendizagem, provocando interesse e motivação face a um determinado currículo.
Papert chama "avestruzes" aos educadores que se entusiasmam com a ideia de que os computadores podem melhorar o trabalho que desempenham na escola, mas que evitam perceber que esta tecnologia irá fazer surgir muitas mudanças para além do mero aperfeiçoamento. O autor alerta que as crianças aprendem conhecimentos informáticos mas a fluência adquire-se com a aprendizagem e com a utilização frequente, o exemplo dado é explicito - temos conhecimento escolar sobre uma língua ou somos fluentes? O importante é que se compreenda que os conhecimentos são adquiridos por exploração, por tentativa - erro e pela prática.
Apesar desta revolução ao nível das aprendizagens, o conceito de opacidade aparece como algo com que as crianças da era moderna tem que aprender a lidar, já que actualmente as tecnologias são opacas, não podemos ver o que as faz funcionar, noutros tempos as pessoas viam e compreendiam a transparência das tecnologias.
Por fim, Papert refere também a frustração que ocorre com todos os que lidam os computadores, quando estes resolvem não ajudar, mas sim dificultar o dia, mas que poderá ser ultrapassado se percebermos porque é que isso acontece, e se aprendemos a aplicar os truques que as crianças e os jovens aplicam na relação com o computador!
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Reflexão Capitulo 1 – Gerações
Neste primeiro capítulo, Seymour Papert fala-nos de uma relação apaixonada
entre as crianças e os computadores. Na sua vasta experiência com crianças de diferentes continentes, Papert reforça esta ideia de relação apaixonada, ao afirmar que as crianças sabem de uma forma natural que pertencem à geração dos computadores, contudo, também alerta-nos que esta relação não é assim tão pacifica, pois como em tudo, existe sempre dois lados, o positivo e o negativo, o lado dos benefícios e dos perigos, o que também se aplica a esta relação amorosa entre as crianças e as tecnologias, pois esta relação está a originar uma mudança, uma MUDANÇA na aprendizagem.
De acordo com Papert, esta mudança aparece como uma característica visível na forma como os adultos relacionam-se com as crianças, cada vez mais as crianças necessitam de adquirir conhecimentos e de os utilizar de forma dependente dos alunos, o que obviamente cria algumas dificuldades de os adultos perceberem esta necessidade que muitas vezes não deixa de ser alvo de admiração. O relato que Papert apresenta sobre o episódio observado com o vídeo do seu neto Ivan, relata bem esta ideia de aprendizagem independente quando comparada com o seu próprio nível de aprendizagem e de autonomia quando tinha a mesma idade do seu neto, em que estava totalmente dependente dos adultos. Uma das principais questões levantada por Seymour Papert está relacionada com a “maior liberdade de escolha que alterará dramaticamente o modo como as crianças aprendem e se desenvolvem”.
Claramente que o fosso entre as gerações na utilização das tecnologias, nomeadamente na utilização do computador poderá apresentar um perigo no afastamento das relações entre pais e filho, como papert afirma;
“…Os adultos tem de se tornarem permeáveis a novos assuntos, não se podem convencer de que não conseguem aprender mais nada e têm de criar mecanismos de exploração autónoma, caso contrário não conseguirão acompanhar o ritmo dos filhos”.
Os adultos tem que repensar a forma de aprendizagem para poderem acompanhar as crianças e os jovens em vez de verem as tecnologias como um inimigo, um “destruidores de lares”e aprender a aplicar os termos que as próprias crianças aplicam: difícil e giro
nas suas experiências com as tecnologias partilhando uma aprendizagem de estilo familiar.
domingo, 7 de outubro de 2007
Introdução
Papert insere-se na escola nova, reconhecendo a proximidade das suas ideias com os autores como Dewey, Pestalozzi, Freinet e Montessori, mas o que o distingue é a sua exploração aprofundada das possibilidades e limites das novas tecnologias de Informação.~
Para Papert, o efeito positivo ou negativo das tecnologias é uma questão em aberto pois depende muito da acção e critica que venha a ser feita pelos seus utilizadores.
Seymour Papert
O Dr. Seymour Papert (nascido em 1 de Março de 1928 em Pretória, África do Sul) é um matemático e proeminente educador do MIT.
É um dos pioneiros da inteligência artificial, assim como inventor da linguagem de programação LOGO (em 1968).
Na educação, Papert cunhou o termo construcionismo como sendo a abordagem do construtivismo que permite ao educando construir o seu próprio conhecimento por intermédio de alguma ferramenta, como o computador, por exemplo.
Desta forma, o uso do computador é defendido como auxiliar no processo de construção de conhecimentos, uma poderosa ferramenta educacional, adaptando os princípios do construtivismo cognitivo de Jean Piaget a fim de melhor aproveitar-se o uso de tecnologias.
Bibliografia
- PAPERT, Seymour; SOLOMON, C.. Twenty Things to do with a Computer. Artificial Intelligence Memo 248, MIT AI Laboratory. Cambridge, MA, 1971.
- PAPERT, Seymour. Mindstorms: Children, Computers, and Powerful Ideas. New York: Basic Books, 1980.
- PAPERT, Seymour. Situating Constructionism. In: Constructionism, editado por I. Harel e S. Papert. Norwood, NJ: Ablex Publishing, 1991
Origem: Wikipédia