A Educação Moderna

A Educação Moderna

domingo, 21 de outubro de 2007

Reflexão Capitulo 2 – Gerações

No primeiro capitulo papert falava-nos da evolução da aprendizagem das crianças, da sua relação com as novas tecnologias e de como os adultos deveriam repensar a forma de acompanhar as aprendizagens das crianças, neste segundo capitulo apresenta um léxico de cariz cibernético extremamente inovador - Ciberutópicos, Cibercríticos, Repelentes, Ciberavestruzes, Câmaras e culturas, Literacia e fluência, tecnologias transparentes, tecnologias opacas, frustração...e mais uma vez, através de um conjunto de palavras o tema da aprendizagem e da relação com os computadores é explorado em detalhe, alertando o leitor tanto para os benefícios da utilização das novas tecnologias como também reforçando os perigos que advém da sua incorrecta utilização.

O inicio do capítulo levanta de imediato a dúvida do futuro da era digital e das suas implicações, sobretudo, na educação das crianças e dos jovens. Na perspectiva dos ciberutópicos, a revolução digital proporciona uma vida melhor; na perspectiva dos cibercríticos, os perigos são vastos. Mas de acordo com a visão do autor, existem um conjunto de mudanças que podem ocorrer, desde que as pessoas aprendam melhores formas de pensar e de fazer, e isso aplica-se as gerações futuras e na qual o papel dos pais e dos educadores é fundamental. Os computadores, as tecnologias são um meio para melhorar as aprendizagens das crianças e dos jovens, conferindo aos pais como educadores de uma futura geração, a definição e concretização do processo de aprendizagem dos seus filhos.
Podemos aplicar as tecnologias na aprendizagem de temas tão diferentes como Ciências da Natureza ou gramática, desde que, contribuindo para a grande descoberta do significado de uma aprendizagem. Este processo diferencia o valor que é retirado da aprendizagem, provocando interesse e motivação face a um determinado currículo.
Papert chama "avestruzes" aos educadores que se entusiasmam com a ideia de que os computadores podem melhorar o trabalho que desempenham na escola, mas que evitam perceber que esta tecnologia irá fazer surgir muitas mudanças para além do mero aperfeiçoamento. O autor alerta que as crianças aprendem conhecimentos informáticos mas a fluência adquire-se com a aprendizagem e com a utilização frequente, o exemplo dado é explicito - temos conhecimento escolar sobre uma língua ou somos fluentes? O importante é que se compreenda que os conhecimentos são adquiridos por exploração, por tentativa - erro e pela prática.
Apesar desta revolução ao nível das aprendizagens, o conceito de opacidade aparece como algo com que as crianças da era moderna tem que aprender a lidar, já que actualmente as tecnologias são opacas, não podemos ver o que as faz funcionar, noutros tempos as pessoas viam e compreendiam a transparência das tecnologias.

Por fim, Papert refere também a frustração que ocorre com todos os que lidam os computadores, quando estes resolvem não ajudar, mas sim dificultar o dia, mas que poderá ser ultrapassado se percebermos porque é que isso acontece, e se aprendemos a aplicar os truques que as crianças e os jovens aplicam na relação com o computador!

1 comentário:

Joana disse...

Helena,

Não se pretende tanto que sintetize as ideias centrais do capítulo, mas sim que reflicta sobre as mesmas, relacione com os seus conhecimentos, ponto de vista, com conhecimentos de outras áreas disciplinares.
Reflexão em geral sobre o uso de tecnologias em educação, sobre a aprendizagem com tecnologias e todos os conceitos e teorias subjacentes.

Bom trabalho!
Joana Viana